Postagens

Luta de Classe!

Imagem
 Movimento Ventania, Ventando por toda a classe! Ha muito que vivemos insatisfeito com a politica cultural do nosso estado, bem como a nossa cultura municipal, vivemos uma escassez, por incrível que pareça, a mídia que vende uma cidade antenada e bem dotada de cultura, na maioria uma mídia comprada que participa do grandes banquetes onde os restos das migalhas são postos em baixo do tapete, a mesa principal, só mostra os poucos artistas que vivem do pão e vinho, o resto, do pão e agua mesmo, se falamos somos partidários se não falamos vemos o  teatro ao céu aberto se acabar, como por exemplo o teatro Lauro Monte Filho, com tudo temos a nossa consciência politica e social pois acreditamos em dias melhores com igualdade para todos os artistas sem exclusões partidárias ou por opinião, pois vimos o exemplo claro dessa exclusão quando fomos convidados para prestigiar o evento municipal que enaltecia o dia mundial do teatro, detalhe, só dois grupos tiveram a honra privilegiada...

Irandhir Santos: “Me sinto cooperando para uma ressignificação do mundo”

Imagem
Entrevista // Irandhir Santos: “Me sinto cooperando para uma ressignificação do mundo” Por André Dib Desde a última quinta-feira o ator pernambucano Irandhir Santos interrompeu os ensaios nos estúdios da Rede Globo, no Rio de Janeiro, para estar em Petrolina e Juazeiro. Lá ele participa dos ensaios para a microssérie “Meu pedacinho de chão”, baseado em texto de Benedito Rui Barbosa e dirigido por Luís Fernando Carvalho, e que deve estrear ainda este ano. Aqui, ele recebe homenagem no  7º Vale Curtas hoje à noite, antes da exibição de “Tatuagem”, de Hilton Lacerda, em que Irandhir brilha como nunca no papel de Clécio, líder de uma trupe teatral anarquista, que teima em existir em plena ditadura militar. É curioso olhar para a singularidade desta situação: no momento em que Irandhir aumenta sua presença na televisão – na última segunda-feira sua imagem foi transmitida nacionalmente em dois programas do horário nobre (“Amores Roubados” e “Tropa de Elite 2″), ele rec...

Nova safra de atores nordestinos Invadem a TV

Imagem
Fico muito feliz que a televisão Brasileira esta abrindo uma porta um pouco mais larga para os atores nordestinos fora do eixo Rio -São Paulo, o diretor Luiz Fernando Carvalho audacioso como sempre inovou com uma mine serie de 05 capítulos com 99% de atores nordestinos que foi a pedra do Reino em 2007. Agora vejo atores potiguares, pernanbucanos e de outras regiões fazendo personagens que vão alem do secundarismo que há anos se via na TV. Recentemente vimos a atriz titina se destacando na linha de frente de uma novela da rede Globo e agora vemos o Joao ferrario e outros atores potiguares que estão mandando bem na frente da telinha. Em breve, e torço por isso, teremos uma mega produçaõ do Filme O lampião de Bruno Azevedo, previsto para o ano de 2014, mais um trabalho que levara as telinhas o nosso nordeste e revelara grandes atores regionais. Fico na esperança para ver esse sonho se concretizando a cada investida dos produtores. Fico feliz quando vejo diretores que ousam em colocar o s...

Direto do forno II

MAIS UM DIÁRIO São Paulo, quarta-feira, 04 de Dezembro de 2013 "O problema do teatro é o mau-olhado"  Mesmo Cacá Carvalho tendo nos alertado que se algum de nós dissesse que ele falou tal coisa ele negaria (rs), vou pegar esta frase dele, citada durante este segundo dia de encontro, para então comentar sobre o que eu acho acerca de que "o problema do teatro é o mau-olhado". Quando ele disse isso , deixou um silêncio na sala, e neste silêncio as reflexões tomaram de conta de todos nós. Acho que uma das inúmeras qualidades do Cacá, que já pude perceber é que ele sabe provocar com a palavra, e faz um silêncio para todo mundo pensar naquilo.  Eu compactuo deste pensamento. E este mau-olhado não é olho gordo, mas é o fato do teatro ser mau olhado por todo mundo mesmo. A maior parte das pessoas fica no raso. Quase ninguém o vê com profundidade.  O teatro é mau-olhado pelo público, pela crítica, pelos atores. O público não vê com profundidade, a crítica...

Direto do forno

Direto do forno traz o diário do ator Mossoroense Dionizio do Apodi que esta em São Paulo trabalhando com o mestre Cacá Carvalho no processo de mergulho através de oficinas teatrais. Diários de São Paulo São Paulo, terça-feira, 03 de Dezembro de 2013 A herança do Rei Lear Tomo a liberdade de publicar alguns trechos de meus apontamentos nesta experiência que estou começando por São Paulo. Hoje foi meu primeiro dia de experiência com o Cacá Carvalho (sem sombra de dúvidas, um dos maiores homens de teatro de nosso país), no Centro Cultural São Paulo. Com a minha seleção num peq ueno grupo para ter uma experiência única com o Cacá, escolhi São Paulo para representar uma nova etapa na minha vida, em todos os sentidos. Como não dissocio o teatro da minha vida, pois não tenho como, nem quero, e se quisesse não haveria caminhos, esta nova etapa chega através dele, do teatro. Sempre tive uma grande admiração pelo Cacá, pela trajetória...

Sobre o método das ações físicas

Jerzy Grotowski Os atores pensavam poder organizar seu papel através das emoções e Stanislavski por muitos anos de sua vida pensou assim, de maneira emotiva. O velho Stanislavski descobriu verdades fundamentais e uma delas, essencial para o seu trabalho, é a de que a emoção é independente da vontade. Podemos tomar muitos exemplos da vida cotidiana. Não quero estar irritado com determinada situação mas estou. Quero amar uma pessoa mas não posso amá-la, me apaixono por uma pessoa contra a minha vontade, procuro a alegria e não acho, estou triste, não quero estar triste, mas estou. O que quer dizer tudo isso? Que as emoções são independentes da nossa vontade. Agora, podemos achar toda a força, toda a riqueza de emoções de um momento, também durante um ensaio, mas no dia seguinte isto não se apresenta porque as emoções são independentes da vontade. Esta é uma coisa realmente fundamental. Ao contrário, o que é que depende da nossa vontade? São as pequenas ações, pequenas nos ...

Os dez mandamentos do teatro pobre

Importante formador de atores, o polonês Jerzy Grotowski (1933-1999) foi responsável por algumas das mais importantes revoluções do teatro no século 20. Com seu conceito de teatro pobre, reduziu a cena ao essencial – iluminação e cenário ficam, portanto, de fora.  1) É fazendo que se aprende Depois do ator russo Constantin Stanislavski, ninguém mais explorou a natureza da arte do ator tão profundamente quanto Grotowski. Esta é a opinião do diretor de teatro inglês Peter Brook. O polonês priorizava a pesquisa. Seu objetivo deixou de ser o espetáculo. “Os ensinamentos dele iluminam meu trabalho artístico”, diz Celina Sodré, diretora da companhia carioca Studio Stanislavski. O encenador polonês, com quem ela teve contato nos anos 80, mudou sua vida. “Devo a ele praticamente tudo que sei sobre a arte do ator e da direção teatral.” Para Celina, o principal legado do diretor resume-se numa de suas frases: “O conhecimento é uma questão de fazer”. 2) Em cena, apenas o essencial Nada de ce...